PROBLEMAS SEM IDADE
Câncer: controle nas suas mãos
O câncer é a segunda doença que mais afeta os brasileiros, segundo os dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Uma em cada seis pessoas, desenvolve a doença, de acordo com estudo publicado neste ano pela Agência Internacional para a Pesquisa de Câncer (IARC, sigla em inglês).
A prevenção do câncer envolve ações realizadas para reduzir os riscos de ter a doença. O uro-oncologista Alexandre Cavalcante conta que o estilo de vida, a genética, hábitos alimentares e exames de controle podem influenciar no desenvolvimento da doença.O tratamento de câncer pode ser feito por quimioterapia, cirurgia, radioterapia ou transplante de medula óssea. É uma fase bem delicada, em que o paciente pode sentir efeitos colaterais, como fraqueza, dores nas juntas, náusea e indisposição. Mas ainda há muitos mitos e verdades sobre o assunto.
![]() DificuldadesBelisaria Gomez Geraldo teve câncer de mama. Foram 25 sessões de quimioterapia, e depois da cirurgia para retirar a mama, mais 33 sessões de radioterapia. Foi uma etapa dolorosa. “Sentia, muitas dores no corpo, não tinha vontade viver. Ocorreu uma complicação no seio, que chegou a necrosar, e não fechava de jeito algum.” É importante ressaltar que todas as opções de tratamento devem ser discutidas com o médico, bem como eficácia e possíveis efeitos colaterais. | ![]() DificuldadesBelisaria Gomez Geraldo teve câncer de mama. Foram 25 sessões de quimioterapia, e depois da cirurgia para retirar a mama, mais 33 sessões de radioterapia. Foi uma etapa dolorosa. “Sentia, muitas dores no corpo, não tinha vontade viver. Ocorreu uma complicação no seio, que chegou a necrosar, e não fechava de jeito algum.” É importante ressaltar que todas as opções de tratamento devem ser discutidas com o médico, bem como eficácia e possíveis efeitos colaterais. |
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E depois do tratamento e da cura, o que deve ser feito? Quando o paciente com câncer passa pelo tratamento, sofre uma série de modificações no corpo, como queda da produção de energia e enfraquecimento dos músculos. A quimioterapia mata todas as células boas e ruins do corpo humano, efeitos colaterais duram até 10 anos depois da cura da doença.
O pesquisador da área de Educação Física, Felipe Dinato, explica que exercícios são importantes na recuperação da massa muscular. Eles atenuam as modificações sofridas no tratamento e ajudam o paciente. “O exercício auxilia a reverter esses efeitos, que são a fadiga, perda de tecido muscular, perda de força, funcionalidade”.
Nem a rede pública nem a privada oferecem um acompanhamento necessário para pacientes de pós-câncer. Dinato criou o projeto “Sobreviver Bem”, de forma voluntária. A Universidade de Brasília cede espaço para as atividades e os pacientes fazem ginástica sob a orientação gratuita de profissionais, duas vezes por semana.
Belisária procurou ajuda, pois não suportava mais viver com dores nas juntas e limitações geradas pelo tratamento agressivo. Ela soube do programa de atividade física e pesquisou o assunto. “Cheguei até a duvidar que isso seria possível porque não tinha disposição para nada, muito menos para exercitar”. Após começar os exercícios, os movimentos do braço voltaram gradativamente. “Cada dia que passa gosto de aumentar o peso, o Felipe que me segura pra ir com calma.”
por
MARINA NASCIMENTO


